TECNOLOGIA PARA MAPEAMENTO DA SUPERFÍCIE EXISTENTE AUXILIA NAS CORREÇÕES DA PAVIMENTAÇÃO IRREGULAR

O Brasil possui uma das maiores malhas rodoviárias do mundo e, de acordo com a pesquisa realizada em 2015 pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), o percentual de estradas com problemas chega a 53%.

Grande parte dos problemas existentes na malha rodoviária brasileira está relacionada com a pavimentação. Normalmente o pavimento é analisado através da medição de suas irregularidades longitudinais.

Este processo consiste na análise dos desníveis longitudinais da via ao longo de um determinado trecho, e tem como resultado um índice, que define a qualidade do pavimento.

No Brasil, os órgãos e agências reguladoras utilizam os índices de irregularidade QI (Quociente de Irregularidade) e IRI (International Roughness Index – Índice Internacional de Irregularidade) para caracterizar a qualidade de uma rodovia.

A irregularidade longitudinal, tão comum nas estradas brasileiras, pode ser provocada pela deterioração/desgaste do pavimento ou até mesmo pelo método construtivo.

No Brasil não é difícil encontrar situação de reconstituição de pavimento, onde a geometria anterior é copiada, tanto pela fresadora, como pela pavimentadora.

Neste caso, se o pavimento anterior possuía muita irregularidade longitudinal, a reconstituição, apesar de renovar o pavimento, não melhora em nada a questão da irregularidade, pois o método construtivo simplesmente copia a superfície anterior, garantindo apenas a espessura da nova camada lançada.

A maioria das pavimentadoras no Brasil conta com algum tipo de tecnologia para acionar eletronicamente a mesa da pavimentadora, de forma a minimizar os erros em função do ajuste manual.

Vale ressaltar que o sistema de nivelamento eletrônico possui sensores que fazem várias leituras e intervenções na mesa por milissegundo, algo que é humanamente impossível de se equiparar.

A tecnologia Moba Big Sonic Ski é utilizada quando se deseja corrigir as irregularidades longitudinais, lançando asfalto na medida certa, nem mais, nem menos.

E foi pensando nisso que a SBS Engenharia em conjunto com a Ecosul, optaram pela utilização da ferramenta na BR-392, uma importante rodovia brasileira que atravessa o centro do estado do Rio Grande do Sul.

O sistema utilizado é composto por uma régua lateral de 9m, configurada com 3 sensores sônicos, que fazem o mapeamento em tempo real da superfície existente.

O sistema processa este mapeamento e aciona a mesa da pavimentadora, de forma a suavizar as irregularidades existentes.

COMO SABER SE VALE A PENA SUA EMPRESA INVESTIR NO BIM?

Enquanto o BIM é cada vez mais uma necessidade na arquitetura, ainda é difícil quantificar os benefícios que ele está trazendo para a indústria. Atualmente, não existe um método padrão da indústria para o cálculo do Retorno Sobre Investimento (ROI) do BIM e, devido às complexidades do cálculo, muitas empresas não adotaram quaisquer práticas de medição consistentes para determinar o benefício monetário que a tecnologia trouxe à sua empresa. A dificuldade centra-se no fato de que a análise tradicional do ROI é incapaz de representar fatores intangíveis que são importantes para um projeto de construção, tais como os custos evitados ou melhoria da segurança.

Portanto, como os principais fornecedores de tecnologia BIM, a Autodesk estava interessada em pesquisar o assunto. Seu estudo, “Alcançar o ROI Estratégico: Medindo o Valor do BIM”, revela que o papel do ROI na tomada de decisões de tecnologia está mudando, uma vez que empresas líderes estão buscando uma visão mais diferenciada do ROI para informar a sua estratégia de investimento e de inovação.

Transcendendo o cálculo tradicional “lucro versus custo”, as empresas estão olhando para diferentes dimensões da empresa para desenvolver quantificações bem informados do seu Retorno Sobre Investimento para BIM.

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O estudo da Autodesk revela que as empresas, de fato, entendem os custos associados com a adoção do BIM. No entanto, há uma variação significativa entre as empresas na prática da medição ou controle de investimentos BIM como um custo separado das operações de negócios como um todo. Os custos com BIM muitas vezes se estendem muito além de atualizações de hardware, por isso, para calcular o custo para a sua empresa, você deve considerar as três seguintes áreas:

  1. Custos de trabalho diretos relacionados com a adoção do BIM são necessários para assegurar que a implementação da tecnologia seja bem sucedida. Estes custos incluem a necessidade óbvia da formação de uma equipe para treinamento e educação continuada, mas também é importante considerar as consequências financeiras de uma equipe menos eficiente durante o período de transição para o BIM.
  2. Muitas empresas também acham importante contratar um gerente adicional de projetos BIM ou mais suporte de TI para se ajustarem a suas novas atividades utilizando o BIM. O nível de expertise – e, portanto, o custo desse conhecimento – deve ser proporcional aos avanços feitos na tecnologia.
  3. Existem também custos de longo prazo relacionados com a mudança do fluxo de trabalho com o uso do BIM, mudando os processos internos da sua empresa. Estes surgem das boas práticas do uso do BIM, tais como a integração de dados e informações no modelo no início do processo de desenvolvimento de projeto, ou incorporando a modelagem durante a pré-construção. Estes custos são difíceis de quantificar, mas eles são necessários na construção de um cálculo de investimento completo.

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Entendendo os benefícios do BIM

Os benefícios a longo prazo do uso do BIM para as empresas vem graças às mudanças nos processos internos, que resultam de um fluxo de trabalho exclusivo do BIM. Estas mudanças ocorrem de várias formas na empresa e geralmente criam fatores intangíveis que são difíceis de quantificar em cálculos de ROI, incluindo:

  • Uma redução nos erros.
  • Maior qualidade na entrega do projeto através do uso eficiente dos recursos, melhoria da segurança e cronogramas precisos que resultam em uma maior receita líquida global.
  • Aumento da competência da equipe, já que projetistas talentosos são mais propensos a querer trabalhar numa empresa que usa a tecnologia mais recente, e maior retenção de pessoal.

Embora essas mudanças não necessariamente resultam em lucros instantaneamente maiores, quantificar estes benefícios na avaliação ROI permite que empresas compreendam melhor como a medição e a inovação tecnológica podem ser combinados de forma estratégica para informar o progresso para os futuros níveis de maturidade BIM. O estudo da Autodesk apontou que a maturidade no nível de adoção BIM de uma empresa estava relacionada com seus relatórios de retorno sobre investimento: a maioria dos usuários BIM de alta maturidade relatou alto retorno sobre investimento, enquanto apenas 20% dos usuários BIM de baixa maturidade poderia afirmar o mesmo, mostrando que o BIM é um investimento que requer paciência e empenho.

No entanto, curiosamente, a Autodesk relata que as empresas com um nível maduro de adoção do BIM na verdade acharam mais difícil de medir seu ROI. Em algumas das empresas mais experientes, as abordagens rigorosas em relação ao ROI transformou tão completamente o fluxo de trabalho das empresas que eles já não achavam que a medição do BIM era fundamental para a tomada de decisão. Um gerente de construção BIM escreve:

“Nós percebemos que estávamos alcançando três a cinco vezes o retorno financeiro sobre a quantidade de dólares que investíamos em um projeto. Eventualmente, chegamos ao ponto em que… tínhamos um conhecimento inerente de que havia valor no BIM.”

Neste ponto, o ROI é usado para informar as decisões sobre as estratégias específicas em que o BIM é um componente definitivo, ao invés de ser usado para validar o investimento inicial em BIM.

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Quantificando os benefícios do BIM

Para aplicar o conceito do ROI para tomar decisões inteligentes sobre a adoção da tecnologia na sua empresa, é importante ter como objetivo alcançar os benefícios esperados, tais como “aumento da produtividade de projeto a partir de desenhos parametricamente coordenados” ou “menos pedidos de alterações de projeto”. A fim de avaliar estes benefícios, as empresas podem aplicar medidas concretas que estão associadas com essas metas, com a mais óbvia destas métricas sendo a redução de custos através de uma diminuição da quantidade de horas gastas em um projeto, ou uma redução global do cronograma do projeto. Aqui estão alguns exemplos de como isso pode ser determinado:

Para um benefício quantitativo como “uso eficiente de recursos”, devido a um aprimoramento no tamanho de equipe e foco na fase de construção, a empresa pode aumentar a especialização da equipe BIM. A empresa pode, então, controlar o tempo dedicado a tarefas específicas por fase e comparar as métricas com benchmarks pré-existentes da empresa para projetos similares. Isto pode fornecer feedback sobre a eficácia da estratégia.
Para fatores mais qualitativos, tais como “entendimento do escopo de projeto” ou “nível de conforto do proprietário”, as métricas podem ser aplicadas seguindo critérios determinados através de um questionário administrado à equipe em pontos-chave no cronograma do projeto.

Conclusão

Enquanto não é um processo simples e direto, medir o Retorno Sobre Investimento em BIM é uma prática importante que vai além de determinar se os custos iniciais de sua transição para BIM valeram a pena. Calcular o ROI de sua empresa, visando benefícios, acompanhando os investimentos e mensurando os retornos ajudam a criar estratégias sobre como implementar as melhores tecnologias e práticas BIM para a situação específica da sua empresa no mercado.

Acesse mais informações sobre a transição para o BIM, incluindo um guia rápido e um manual de implementação no Autodesk architect resource center.

Fonte: Archdayli

DOIS JOVENS CRIARAM UM MÉTODO QUE TRANSFORMA LIXO PLÁSTICO EM CASAS DE BAIXO CUSTO

Dois mexicanos desenvolveram um método que está solucionando dois grandes problemas das metrópoles: a falta de moradia e a destinação incorreta do lixo plástico.

Os materiais usados nas construções são: garrafas vazias e brinquedos descartados. Estes materiais são encontrados em abundância pelas ruas dos grandes centros urbanos e com toda essa matéria-prima, o método tem ajudado muitas pessoas no México, e provando que o método é eficiente.

O material é derretido para formar grandes painéis, que são usadas como paredes e tetos. Para cada residência de 40 metros quadrados são usados 80 painéis. A casa é dividida em dois quartos, um banheiro, uma sala de estar e uma cozinha. Em cada uma delas são usados cerca de dois mil quilos de lixo processado,

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O projeto desenvolvido pela startup EcoDomum de Carlos Daniel Gonzalez e Nataniel, pode alterar o modo pelo qual as pessoas fazem suas residências. Segundo eles, o material fabricado é durável e resistente. O resultado é uma casa com isolamento acústico e térmico, de baixo custo e que ajuda o meio ambiente.

 

Eco Domum from Fondeadora on Vimeo.

Fonte: Engenharia É